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A HISTÓRIA
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O nautimodelismo ou modelismo naval é praticado pelos quatro cantos dos mundo. Conhecido desde a época dos antigos egípcios, o nautimodelismo, foi largamente utilizado na Idade Média, com o
objetivo de se conseguir aprovações junto aos reis e senhores feudais para a construção de embarcações que participariam dos descobrimentos de novas terras, rotas comerciais e ainda de guerras e defesa avançada da costa. |
Atualmente os europeus são os maiores colecionadores e construtores de modelos navais, e os países que se destacam são: Inglaterra, França, Holanda e de maneira mais tímida a Alemanha. Os Estados Unidos tem
boas coisas mas não dá para se comparar aos europeus. E o Brasil como fica nisso? O nautimodelismo no Brasil é bem tímido, e sempre foi.
A prática do nautimodelismo a vela, remonta a década de 50. Lamentavelmente as informações históricas são fragmentadas, poucos registros (pode-se dizer, nenhum) sobre tais atividades foram arquivados, na medida em que à época, o nautimodelismo a vela era,
praticamente, considerado como um simples "hobby". Mas a história é bem clara e aponta no sentido de dois marcos, o primeiro: no ano de 1965, a inauguração na cidade do Rio de Janeiro, mais precisamente no Aterro da Glória do primeiro tanque no Brasil
destinado à prática do nautimodelismo em geral, o segundo: no ano de 1968, a inauguração na cidade de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, o segundo tanque designado à prática do nautimodelismo.
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A atividade nautimodelística alcançou seu auge em São Paulo entre 1970 e 1973 chegando a se ter mais de 40 modelos a participar de regatas no tanque do Modelódromo, perto do Parque do
Ibirapuera. O grande incentivador foi o Sr. Salvatore Longobardi - conhecido como o Tóti pelos colegas, infelizmente faleceu nessa época. O nautimodelismo continua encantando muita gente e os aficcionados desta modalidade torcem para que
ocorram novamente grandes regatas como aconteciam no passado. |

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Existem diversas modalidades de nautimodelismo, brevemente descritas, a seguir:
Modelo dinâmico: São modelos do tipo rádio controlado cujos cascos podem ser construídos em madeira, plástico ou fibra de vidro. O sistema de propulsão pode ser elétrico, a explosão, a vapor e
a vela. Na modalidade de modelismo dinâmico, existem diversas provas com o objetivo de testar a navegabilidade do modelo e a destreza de quem o está pilotando. As principais provas são: reboque, atracação e manobras, velocidade e percurso em menor
tempo..
Modalidade estática: É a mais antiga e tradicional forma de expressão do modelismo naval. É caracterizada pela construção de modelos sólidos (em madeira, osso, plástico ou metais) do tipo
usualmente encontrado em museus. A denominação estática decorre do fato desses modelos ficarem parados, em cima de mesas ou pedestais, protegidos por redomas de vidro, daí também serem conhecidos por "modelos de vitrine".
Veleiros de competição: São modelos a vela, destinados a tomar parte em regatas específicas de cada classe. As classes dos veleiros de competição são definidas de acordo com o comprimento do
casco e a área vélica do modelo. No Brasil, a classe "M" é a mais conhecida e difundida.
Lanchas de velocidade: São nautimodelos geralmente dotados de motores à explosão e que desenvolvem velocidades bastante elevadas.
Modelos em escala: São modelos em escala reduzida, cópia fiel de embarcações verdadeiras. Quando dotados de motores elétricos ou à vapor e de rádio controle, esse tipo de modelo pode executar
as mais complexas manobras também realizadas pelas embarcações verdadeiras.
Material de construção: no Brasil, a maioria dos modelos em escala, existentes, foram construídos pelos próprios modelistas, que utilizaram madeira (mogno, pau-rosa, cedro ou balsa).
Recentemente, porém, tem-se verificado a tendência de construção de modelos em fibra de vidro, ABS ou PVC (sobretudo o casco). O tempo de construção de um modelo gira em torno de quatro meses podendo chegar a anos, tudo dependendo da habilidade e
da disponibilidade de horas de folga do modelista.
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